Aqui estou eu, a contemplar, da janela do meu quartinho no 8º piso, a silhueta alpina que se dissolve na noite.
Já sinto este espaço como meu, são os meus 9 m2s que cada vez mais familiares e adaptados a mim. Um contributo importante foi a internet que, depois de algumas diligências, finalmente chegou.
Logo na estreia, falei para casa pelo Skype com a webcam ligada e estava de tal modo excitada que o segurança, após queixa de algum vizinho, veio lá de baixo mandar-me calar.
Depois do jantar em casa dos alemães, onde queimei a língua com um ratatoui divinal, acompanhado por uma tábua de queijos e muitíssimo vinho (eu pouco, atenção), passamos a noite numa boîte de nuit do centro. O restante fim-de-semana serviu para recuperar o sono, conhecer um dos vários mercados da cidade, onde uma amiga romena me ajudou a regatear um vestido, e fazer as despedidas do Filipe que regressou a Portugal no Domingo à tarde. De volta a casa, seguindo um rasto de barulho e de gente, demos com uma exposição dos desportos da cidade que resolvemos visitar e que abriu o que, para mim, foi uma semana sob o signo da actividade física. Motivadas com o que vimos, eu e a Sara fomos no dia seguinte a uma aula arrasadora de 2 horas de ping-pong, num clube das redondezas. Ainda terei mais uma aula antes de decidir se quero ou não tornar-me campeã de ping-pong. A meio da semana, vi-me no Forum des Sports, outra feira desportiva onde os universitários escolhem as modalidades que querem praticar nesse ano. Depois de muitas filas e indecisões (a escolha era muito variada e os preços baixíssimos!) acabei por me inscrever no Rock and Roll (o último lugar disponível nas danças) e no Clube de montanhismo e escalada. Este oferece programa para todos os fins-de-semana, com trekkings e escaladas de vários níveis de dificuldade, acompanhados por monitor.
Começo já amanhã com um cannyoning (descer uma queda de água com cordas!!!). Ainda na rúbrica desportiva, fui experimentar uma aula aberta de dança de ventre, mas a professora era snob e gorda e percebi que com ela nada aprenderia.
Os estágios foram um pouco mais produtivos esta semana. Acompanhei as consultas de nefrologia pediátrica num dos dias e a médica com quem estive respondeu a todas as minhas questões. Num dos outros dias deixaram-me fazer sozinha o exame a um menino na Urgência, mas na anamnese bloquei bastante. De qualquer forma ainda não estou bem integrada no sistema. Desmotivada com os estágios, mas sobretudo com muitas saudades à mistura, a Sara tomou da noite para o dia (literalmente) a decisão de regressar a Portugal. Foi uma coisa muito súbita, menos de 24 horas depois já tinha o voo marcado! Ajudei-a na azáfama de percorrer em sentido inverso o caminho burocrático recém-trilhado (desfazer conta, cancelar internet, devolver cartões, até o frigorífico com 3 dias de uso foi vendido!...) e de concentrar na mala as coisas que se haviam multiplicado. O que não coube, coube-me a mim! A bolonhesa de atum que o Filipe ajudara a cozinhar foi o meu jantar nos 2 dias seguintes (estava óptima!). Foi com muita pena que vi a Sara partir na manhã de 4a feira, agora que poderiamos começar a usufruir de tudo o que já tinhamos tratado juntas...
Na residência vou conhecendo cada vez mais gente. Ontem uma argelina de véu convidou-me para jantar e comi um prato típico, com muitos vegetais e ovo. Falou-me do seu país, do papel da mulher na sociedade islâmica, do Ramadão que agora decorre, da sua família e do seu projecto de vida. É muito simpática e empreendedora. Os meus vizinhos espanhois estão também muito por aqui, mas ontem declinei a proposta de sair porque pouco tenho dormido. Hoje estive algumas horas a ouvir e ler ao mesmo tempo (requisitei livro e CD na biblioteca) um policial aborrecido, numa tentativa de progredir na gramática. 4a começa o curso gratuíto de Francês.
As pestanas pesam-me e amanha tenho de me apresentar cedo com fato de banho e sapatilhas no ponto de encontro da saída para o cannyoning.
Depois do jantar em casa dos alemães, onde queimei a língua com um ratatoui divinal, acompanhado por uma tábua de queijos e muitíssimo vinho (eu pouco, atenção), passamos a noite numa boîte de nuit do centro. O restante fim-de-semana serviu para recuperar o sono, conhecer um dos vários mercados da cidade, onde uma amiga romena me ajudou a regatear um vestido, e fazer as despedidas do Filipe que regressou a Portugal no Domingo à tarde. De volta a casa, seguindo um rasto de barulho e de gente, demos com uma exposição dos desportos da cidade que resolvemos visitar e que abriu o que, para mim, foi uma semana sob o signo da actividade física. Motivadas com o que vimos, eu e a Sara fomos no dia seguinte a uma aula arrasadora de 2 horas de ping-pong, num clube das redondezas. Ainda terei mais uma aula antes de decidir se quero ou não tornar-me campeã de ping-pong. A meio da semana, vi-me no Forum des Sports, outra feira desportiva onde os universitários escolhem as modalidades que querem praticar nesse ano. Depois de muitas filas e indecisões (a escolha era muito variada e os preços baixíssimos!) acabei por me inscrever no Rock and Roll (o último lugar disponível nas danças) e no Clube de montanhismo e escalada. Este oferece programa para todos os fins-de-semana, com trekkings e escaladas de vários níveis de dificuldade, acompanhados por monitor.
Os estágios foram um pouco mais produtivos esta semana. Acompanhei as consultas de nefrologia pediátrica num dos dias e a médica com quem estive respondeu a todas as minhas questões. Num dos outros dias deixaram-me fazer sozinha o exame a um menino na Urgência, mas na anamnese bloquei bastante. De qualquer forma ainda não estou bem integrada no sistema. Desmotivada com os estágios, mas sobretudo com muitas saudades à mistura, a Sara tomou da noite para o dia (literalmente) a decisão de regressar a Portugal. Foi uma coisa muito súbita, menos de 24 horas depois já tinha o voo marcado! Ajudei-a na azáfama de percorrer em sentido inverso o caminho burocrático recém-trilhado (desfazer conta, cancelar internet, devolver cartões, até o frigorífico com 3 dias de uso foi vendido!...) e de concentrar na mala as coisas que se haviam multiplicado. O que não coube, coube-me a mim! A bolonhesa de atum que o Filipe ajudara a cozinhar foi o meu jantar nos 2 dias seguintes (estava óptima!). Foi com muita pena que vi a Sara partir na manhã de 4a feira, agora que poderiamos começar a usufruir de tudo o que já tinhamos tratado juntas...
Na residência vou conhecendo cada vez mais gente. Ontem uma argelina de véu convidou-me para jantar e comi um prato típico, com muitos vegetais e ovo. Falou-me do seu país, do papel da mulher na sociedade islâmica, do Ramadão que agora decorre, da sua família e do seu projecto de vida. É muito simpática e empreendedora. Os meus vizinhos espanhois estão também muito por aqui, mas ontem declinei a proposta de sair porque pouco tenho dormido. Hoje estive algumas horas a ouvir e ler ao mesmo tempo (requisitei livro e CD na biblioteca) um policial aborrecido, numa tentativa de progredir na gramática. 4a começa o curso gratuíto de Francês.
As pestanas pesam-me e amanha tenho de me apresentar cedo com fato de banho e sapatilhas no ponto de encontro da saída para o cannyoning.
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